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Quinta-feira, Agosto 31, 2006
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Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal amada.
Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém,
nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal amadas, nem michês, nem prostitutas.
E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.
Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria,
no máximo ajudariam no combate ao cão feroz.
Mas o amor é sentimento que depende de um "eu quero", seguido de um "eu espero"; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu "eu" por isso, o amor é difícil.
Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!
Ame muito além do que você possa!
Amar não é apenas um sentimento, é também atitude...amo-te, mesmo que distante, mesmo que não queira.
Beijos no coração!!!
enviado por
Eliana Graciella as
7:11 PM
     
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Segunda-feira, Agosto 28, 2006
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Sonnets from the Portuguese
(Elizabeth Barret Browning)
XLIII
How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday's
Most quiet need, by sun and candlelight.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood's faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints,¿ I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life!¿ and, if God choose,
I shall but love thee better after death.
Amo-te quanto em largo, em alto e profundo
Minha alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo
À luz do sol, na noite sossegada,
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte.
tradução: Manuel Bandeira
** Este Poema foi recitado na novela:PÁGINAS DA VIDA. **
Muito lindo!
enviado por
Eliana Graciella as
11:30 PM
     
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Sábado, Agosto 19, 2006
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Com a Victória eu aprendi...
Que um machucado se cura com beijinho...
Que um sorriso toma facilmente o lugar de um choro...
Que dizer eu te amo nunca é demais...
Que estar com quem se ama nos dá proteção...
Que para dormir não existe lugar...
Que colo de mãe é muito bom...mas colo de filha é muito melhor!!!
Que acordar sorrindo faz nosso dia mais feliz...
Que para amar a gente não precisa conhecer verdadeiramente a pessoa, basta senti-la..
Que um simples olhar pode dizer tudo...
Que depois da raiva, o perdão vem logo..
Agora eu queria descobrir em que momento das nossas vidas, tudo isso deixa de existir..
Que momento se decidi, que amar alguém é sinal de fraqueza..
Que momento decidimos que não devemos perdoar, e sim guardamos conosco uma mágoa que só nos fere..
Que momento que exige que falemos sem parar, quando simplesmente queremos olhar e admirar...
Que momento nossa inocência vai embora...e nos deixa as duras provas do dia a dia..
Será que realmente perdemos isso...ou simplesmente nos tornamos tão endurecidos que não conseguimos ser felizes com as coisas simples que a vida nos traz..
Minha filha tem me ensinado muito...
Sobretudo a amar...
Esse amor que não pede nada em troca...
Esse amor que só quer ver quem se ama feliz...
Esse amor que mesmo sendo só nosso, nos enche de luz
Os Ventos que as vezes tiram algo que amamos
São os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado...
E sim aprender amar o que nos foi dado...
Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre!!!!!
Amo-te!!
enviado por
Eliana Graciella as
9:31 PM
     
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Quinta-feira, Agosto 17, 2006
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O amor maduro.
O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.
O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco. Não precisa nem quer nada do muito.
Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno
em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança.
O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber.
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque
redentor de todos os equívocos do passado.
O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve
mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações
existenciais com epidemias de ciúme.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação
com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos
jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe. Não exige, dá. Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz. Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.
(Autoria Artur Távola)
Amo-te!!!
enviado por
Eliana Graciella as
4:01 AM
     
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Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.
(Chico Xavier)
enviado por
Eliana Graciella as
12:08 AM
     
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Quarta-feira, Agosto 02, 2006
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Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...
Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.
Estavas-me longe na alma,
Por isso eu não te via...
Presença em mim tão calma,
Que eu a não sentia.
Só quando meu ser te perdeu
Vi que não eras eu.
Não sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...
Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...
Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar
Não sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu...
Porque te choro eu?
Não sei... Perdi-te, e és hoje real
real como a hora que foge,
Foges e tudo é igual
A si-próprio e é tão triste
O que vejo que existe.
Em que és fictício,
Em que tempo parado
Foste o cilício
Que quando em fé fechado
Não sentia e hoje sinto
Que acordo e não me minto...
[...] tuas mãos, contudo,
Sinto nas minhas mãos,
Nosso olhar fixo e mudo
Quantos momentos vãos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...
Quantas vezes sentimos
Alma nosso contacto
Quantas vezes seguimos
Pelo caminho abstracto
Que vai entre alma e alma...
Horas de inquieta calma!
E hoje pergunto em mim
Quem foi que amei, beijei
Com quem perdi o fim
Aos sonhos que sonhei...
Procuro-te e nem vejo
O meu próprio desejo...
Que foi real em nós?
Que houve em nós de sonho?
De que Nós fomos de que voz
O duplo eco risonho
Que unidade tivemos?
O que foi que perdemos?
Nós não sonhámos. Eras
Real e eu era real.
Tuas mãos - tão sinceras...
Meu gesto - tão leal...
Tu e eu lado a lado...
Isto... e isto acabado...
Como houve em nós amor
E deixou de o haver?
Sei que hoje é vaga dor
O que era então prazer...
Mas não sei que passou
Por nós e acordou...
Amámo-nos deveras?
Amamo-nos ainda?
Se penso vejo que eras
A mesma que és... E finda
Tudo o que foi o amor;
Assim quase sem dor.
Sem dor... Um pasmo vago
De ter havido amar...
Quase que me embriago
De mal poder pensar...
O que mudou e onde?
O que é que em nós se esconde?
Talvez sintas como eu
E não saibas sentil-o...
Ser é ser nosso véu
Amar é encobril-o,
Hoje que te deixei
É que sei que te amei...
Somos a nossa bruma...
É pra dentro que vemos...
Caem-nos uma a uma
As compreensões que temos
E ficamos no frio
Do Universo vazio...
Que importa? Se o que foi
Entre nós foi amor,
Se por te amar me dói
Já não te amar, e a dor
Tem um íntimo sentido,
Nada será perdido...
E além de nós, no Agora
Que não nos tem por véus
Viveremos a Hora
Virados para Deus
E num minuto
Compreenderemos tudo.
(Fernando Pessoa)
Amo-te hoje e sempre!!
enviado por
Eliana Graciella as
2:33 AM
     
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